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Indústria do Rio teve o pior desempenho do país no 1º semestre
A indústria do Amazonas foi a segunda que mais sofreu no ano e teve contração de 6,3%. O setor também encolheu muito em São Paulo e Espírito Santo, estados onde a atividade diminuiu 5,9%. De acordo com o coordenador das pesquisas de indústria do IBGE, André Macedo, a redução da atividade no Rio está diretamente ligada à diminuição da produção nas fábricas de automóveis. Segundo ele, o segmento automotivo do Rio encolheu 39,7% no semestre e 64% na comparação entre junho deste ano e o mesmo mês de 2011. Já a indústria extrativa, responsável pela produção de petróleo, teve queda de apenas 2,5% em relação a junho passado. — Mas o comportamento do Rio não foge do que se vê no resto do país. O que acontece aqui e em São Paulo, por exemplo, é a presença concentrada de setores que estão indo muito mal, como o de automóveis, o de siderurgia e o têxtil — analisou o economista do IBGE, acrescentando que as indústrias de São Paulo e Rio têm peso de 40% e 10%, respectivamente, no total do Brasil. — O que há de diferente no Rio é o fato de a produção de automóveis permanecer ruim em junho, impacto negativo que desapareceu na maioria dos outros locais. Macedo lembra que a atividade do segmento continuou ruim no mês por causa de algumas paralisações ocorridas na produção de automóveis. Também houve interrupções em plataformas de petróleo. Com isso, a produção industrial fluminense caiu 4,3% no mês, o segundo pior desempenho do país, melhor apenas que o de Goiás (-6%). Mas a indústria goiana não tem do que reclamar: no semestre, sua produção cresceu 9,2%, de longe o melhor resultado do setor no país. Ainda em junho, a indústria cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo instituto na comparação com o desempenho de maio. O Amazonas teve o melhor desempenho, com expansão de 5,2% na produção, seguido por Espírito Santo, com crescimento de 2,3%, e Pernambuco, com avanço de 2,2%. Outros resultados positivos ocorreram em Minas Gerais (1,3%), São Paulo (1,0%) e na Região Nordeste como um todo (0,5%). André Macedo afirma que a indústria brasileira sofre pois enfrenta uma maior presença de produtos importados, diminuição do consumo por causa do endividamento alto da população e incerteza no cenário econômico internacional, o que reduz exportações. Os estoques também estão altos, o que retarda o aumento da produção. Segundo o economista do IBGE, embora a indústria tenha rompido um sequência de três quedas em junho, ainda é cedo para dizer que o setor está recuperado: — O dado positivo de junho não elimina o quadro de quedas que aconteceu até agora. É preciso acompanhar o desempenho dos primeiros meses do segundo semestre para saber para onde a indústria vai.
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