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Entrada de plataformas em produção e novas descobertas são destaque em coletiva

17 de agosto de 2012

A entrada em operação de novas unidades de produção e as recentes descobertas da Petrobras nas áreas de concessão do pré-sal foram destaques na coletiva de imprensa concedida pelo diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Miranda Formigli Filho, na tarde de quarta-feira (15/08), na sede da Companhia, no Rio de Janeiro.

Ao detalhar os principais projetos do segmento de Exploração e Produção, no âmbito do Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, o diretor destacou que alguns projetos, como Baleia Azul e Baúna-Piracaba, vão contribuir para a Companhia atingir a meta de produção recentemente revista. O Baleia Azul tem o 1º óleo previsto para este mês, com o FPSO Cidade de Anchieta, que tem capacidade de 100 mil barris por dia e pico de produção previsto para março de 2013. Já o 1º óleo do FPSO Cidade em Itajaí, na área de Baúna-Piracaba, está previsto para outubro de 2012. A unidade, com capacidade de produção de 80 mil bpd, terá pico de produção em janeiro de 2014. A meta da produção de óleo, LGN (líquido de gás natural) e gás natural, para 2016, no Brasil e no exterior, é de 3,3 milhões barris de óleo equivalente (boe) por dia, sendo 3 milhões boe/dia no Brasil. Em relação à produção de óleo e LGN somente no Brasil, a expectativa é de alcançar a produção de 2,5 milhões barris por dia (bpd) em 2016.

Formigli também ressaltou duas importantes descobertas recentes no pré-sal. "A primeira, na Bacia de Campos, na área informalmente conhecida como Pão de Açúcar, foi responsável pela abertura de uma nova fronteira na província petrolífera do pré-sal", avaliou o diretor. A Repsol é a operadora do bloco e a Petrobras é sócia, junto com a Statoil. "Essa descoberta traz grandes desafios e oportunidades. O volume recuperável de petróleo está acima de 700 milhões de barris de petróleo", afirmou. Formigli destacou ainda a descoberta em Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, onde há mais de "400 metros de reservatórios contínuos de boa porosidade". Ele informou que a Companhia continuará as perfurações até chegar ao fim do reservatório e, assim, "poderá informar estimativas de volume recuperável".

Outro tema de destaque da coletiva foi o Programa de Aumento de Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef), uma das iniciativas estruturantes que dão sustentabilidade ao Plano de Negócios 2012-2016 da Petrobras. A meta do programa é consolidar o retorno da eficiência operacional da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC) dos atuais 71% (fechamento do ano de 2011) para seus níveis históricos próximos a 90% (meta para 2016).

Com a aplicação das ações de curto, médio e longo prazos do Proef, entre as quais intervenções em sistemas submarinos, plataformas e poços para o aumento da produção, estão previstos investimentos de US$ 5,6 bi até 2016, com estimativa de retorno entre US$ 1,6 bilhão e US$ 3,3 bilhões (cálculo por VPL - valor presente líquido).

Formigli destacou, também, o Programa de Otimização de Custos, cujo objetivo é identificar as oportunidades de redução de custo com impacto relevante e perene, em duas visões: ativos de produção e linhas de custo. A expectativa é que o programa seja lançado em setembro deste ano. E, por fim, foi mencionado o Programa de Gestão de Conteúdo Local, que buscará aproveitar ao máximo a capacidade competitiva da indústria nacional de bens e serviços.

Ainda na área de Exploração, Formigli informou que o custo de descoberta por barril de óleo equivalente da Petrobras está abaixo da média da indústria internacional. "Nossa média hoje é de US$ 1,5 por barril de óleo equivalente. E a média da indústria varia entre US$ 3,2 e US$ 4,5 por barril", afirmou. O índice abrange todas as descobertas da Petrobras, inclusive no pré-sal. O diretor também ressaltou que o índice de sucesso exploratório da Companhia, de 62% no mar e 59% em terra, também está acima da média global.

Os projetos da área de E&P deverão receber, no período de quatro anos, US$ 141,8 bilhões. Deste total, US$ 131,6 bilhões serão investidos no Brasil, sendo que 69% (US$ 89,9 bilhões) serão destinados ao desenvolvimento da produção, 19% (US$ 25,4 bilhões) à exploração e 12% à infraestrutura. O novo plano prioriza os projetos de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil, visando à recuperação da curva de produção da Petrobras.

Novas tecnologias já dão resultados na produção, revela diretor

As novas tecnologias desenvolvidas pela Petrobras e parceiros já estão dando resultados nas áreas onde estão sendo aplicadas. A instalação da chamada bomba multifásica, que utiliza energia do próprio reservatório para aumentar a pressão, possibilitou o aumento de produção do poço BR-73, no Campo de Barracuda (Bacia de Campos), de 15 mil para 23 mil barris por dia.

Já o separador submarino de água e óleo, desenvolvido pela Petrobras em parceria com a FMC Technologies, já está completamente instalado em Marlim, na P-37, informou o diretor. "Já existe petróleo passando pelo equipamento. Aguardamos apenas a estabilização do fluxo de água e de óleo para começar a operar com a unidade como separador", adiantou.

Formigli revelou ainda que está previsto para setembro o início dos testes do primeiro sistema submarino de injeção de água no fundo do mar. O objetivo da Petrobras com essa tecnologia é aumentar a capacidade de produção das plataformas.  "A água captada no fundo (junto com o petróleo) será reinjetada ali mesmo, no leito do mar. Com isso a gente completa esse trio de tecnologias submarinas extremamente importantes", explicou o diretor, informando que a unidade será instalada na região de Albacora, também na Bacia de Campos. Esses equipamentos foram desenvolvidos para aumentar a produção em áreas maduras, mas a Companhia vê potencial de incluir tais tecnologias submarinas na concepção das unidades a serem construídas no longo prazo, avaliou o diretor.

Formigli também destacou o aumento do índice de utilização do gás associado (extraído junto com o petróleo), que hoje está próximo a 92%. "É uma mudança de patamar em relação aos últimos anos. Essa melhora significativa começou a partir de 2008 e o esforço agora será para esse percentual não cair", disse.

Fonte: Agência Petrobras

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