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A chinesa Shandong Kerui surpreende e apresenta o melhor preço para conclusão da UPGN do Comperj

26 de setembro de 2017

O resultado da licitação da licitação da UPGN do Comperj foi do jeitinho que a Petrobras queria: Os chineses ganharam a concorrência. Pelo menos apresentaram o melhor preço. Os números ainda não foram divulgados oficialmente, mas o Petronotícias teve uma informação que revela os preços apresentados pelas empresas participantes do certame. Aliás, foi surpreendente. Das listas de empresas que estavam relacionadas e apresentaram propostas anteriores, sem validade porque a Petrobras fez alguns adiamentos, em nenhuma delas aparecia o nome da empresa vencedora de agora. Foi uma surpresa para todos, inclusive para as empresas que estavam participando desde o início. A vencedora foi a chinesa Shangdong Kerui, que está associada a empresa brasileira Método Potencial, que vive graves dificuldades financeiras. Eles apresentaram um preço abaixo dos RS$ 2 bilhões previstos pela Petrobras para terminar a obra da UPGN.

A Kerui Petroleum está no Brasil há dois anos, com escritórios em Botafogo, no Rio de Janeiro. É um grupo industrial abrangente que integra a pesquisa, o desenvolvimento e a fabricação de equipamentos de petróleo, o serviço tecnológico de engenharia de campos petrolíferos e a contratação de mão-de-obra em EPC.  A Kerui Petroleum é o maior fabricante e fornecedor de serviços de equipamentos de petróleo e gás na China. O Grupo tem agora mais de 8.000 funcionários e está sediada na cidade de Dongying, onde está localizado o segundo maior campo petrolífero da China – Shengli Oilfield.

Veja os preços propostos por todos os participantes:

1º – Shandong Kerui – R$ 1.947.000,00;
2º – Fluor – R$2.284.738,00;
3º – Cobra/Qualiman – R$ 2.284.791,00;
4º – Tecnimont – R$ 4.246.175,00
Declinaram as empresas Sener, Jacobs, e Thermo.

Normalmente o processo da Petrobras é negociar com a empresa vencedora e pedir mais descontos. Os valores apresentados nas propostas  dificilmente são formalizados ou admitidos pela estatal. A retomada dos negócios no Comperj foi adiada inúmeras vezes. A data da entrega das propostas para a escolha da empresa que vai concluir as obras da UPGN, que estava previsto primeiramente para será anunciado no mês de julho, ficou para o dia 30 de agosto e depois para esta segunda-feira(25), quando entrou no processo de conclusão. Das 34 empresas estrangeiras convidadas para participarem do certame, apenas quatro apresentaram propostas com as certificações exigidas nas primerias participações: Toyo, Fluor, Cobra e Kervi. O preço básico que a Petrobrás estabeleceu era de 2 bilhões de reais, mas este valor deveria passar desta base, segundo analistas. Pelas informações que o Petronotícias recebeu, essa foi a grande questão para o adiamento da entrega das propostas. Surpreendentemente para muitos, apareceu a empresa chinesa com um preço abaixo do que era esperado. Mergulhou ? todos acreditam que sim. Haverá aditamentos ? é a grande questão a partir de agora e todas as empresas estão de olho. Depois da Lava Jato, esse recurso para se aumentar os preços parece ter terminado. A Petrobras não quer sair desta base de preços. As empresas classificadas, não acreditam que com este valor as obras poderão ser concluídas. No entanto, o que se comenta é que os chineses vão se autofinanciar e trazer as peças de suas fábricas e de fornecedores da China.

A Unidade Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), seria a única obra prevista para o Plano de Investimentos 2015-2019 da Petrobras, mas outras duas unidades que funcionam obrigatoriamente integradas, deverão também ser terminadas, assim como a interligação entre elas. Esta licitação foi revelada por uma reportagem do Petronotícias, no dia 10 de janeiro deste ano. A informação confirmada deu lugar a um debate intenso sobre a participação das empresas brasileiras, que ficaram de fora da concorrência por não terem sido convidadas. Pouco mais de um mês depois, Pedro Parente, presidente da Petrobrás, garantiu aos prefeitos das cidades do entorno da refinaria que a obra iria acontecer.

O valor limite estabelecido pela estatal de R$ 2 bilhões, questionado por muitos para fazer a obra, ficou abaixo da oferta dos chineses.  Estima-se que será preciso um reajuste neste preço. A Petrobrás suspendeu preventivamente 27 das grandes empreiteiras brasileiras em função das denúncias da Operação Lava Jato, liberou algumas poucas, mas elas não quiseram participar dessa  concorrência. Elas eram as únicas empresas brasileiras capacitadas com atestados para construir uma unidade desta envergadura. Mas os tempos de contratação na Petrobrás serão outros. A empresa será extremamente rigorosa com prazos e multas.

Dias difíceis para as empresas que se arriscarão a prestar serviço para estatal. Os chineses provavelmente apanharão um bocado. A Petrobras também está exigindo propostas técnicas detalhadas para evitar os atrasos e gastos excessivos. O início das obras deve ficar somente para o início do ano que vem. A empresa precisa finalizar a unidade até 2020 ou será forçada a reduzir a produção ou queimar o gás dos campos altamente produtivos do pré-sal.

Fonte: Petronotícias

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