Representantes das Associações dos Pescadores e Colônias de Pesca junto ao Secretário de Desenvolvimento Econômico, Clinton da Silva Santos e outras secretarias estiveram reunidos na quarta-feira 19/02, para discutir o impacto das pesquisas sísmicas com navios na Bacia de Campos, no mercado de pesca.
Na reunião foi decidida a elaboração de um plano, para discutir ações compensatórias e outras providências legais em defesa da atividade pesqueira, com relação à pesquisa sísmica programada para março deste ano. De acordo com o que foi decidido, o novo plano será apresentado e discutido, no dia 27/02, no auditório da prefeitura de São João da Barra.
O secretário do Meio Ambiente ressaltou no encontro, que vários fatores causaram a diminuição do pescado na região e causam fortes impactos na atividade pesqueira. De acordo com ele para se ter um bom desenvolvimento sustentável, junto a recuperação da pesca é preciso que os municípios se atentem para a poluição dos rios e degradação dos manguezais. Ele ressaltou também que o petróleo hoje é da União, não mais monopólio da Petrobrás, pelo fato de outras empresas participarem da exploração do produto, deve ser encaminhado documento à Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O presidente do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico (Fumdec), Francisco Navega, também esteve na ocasião e colocou-se à disposição do secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele ressaltou que também como representante da Firjan em Macaé, a instituição vai colocar equipe técnica a disposição, para o serviço de pesca.
O advogado Sherman, especialista na área do petróleo, que também esteve na reunião disse que a partir do monitoramento da pesca na área, faz-se o levantamento da quantidade após a atividade sísmica.
Para deixar claro como funciona a pesquisa sísmica, o diretor da Ong Eco Anzol, Marcelo Fernandes, disse que a pesquisa sísmica opera através de ondas sonoras (sistema do morcego), que batem no fundo do mar e voltam, fazendo o mapeamento, durante 150 a 160 dias. O som afugenta a pesca para longe, obrigando o deslocamento do pescador, que tem que se retirar da área que está sendo pesquisada. O equipamento quando sofre alguma avaria lança resíduos sólidos que envenenam o pescado, além de outros problemas.