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Trabalhadores de plataforma moram no Nordeste, no Sul e até no exterior

14 de novembro de 2004

O dia começa cedo nas plataformas na Bacia de Campos. Ou melhor, as atividades são ininterruptas, 24 horas por dia, todos os dias do ano. Assim é também na plataforma P-18, instalada no Campo de Marlim, há dez anos produzindo cem mil barris diários de petróleo e 2,4 milhões de metros cúbicos de gás natural. Lá, os turnos de trabalho começam às 7h da manhã.

O almoço é servido entre 11h30m e 13h30m. Às 3h da madrugada, sai o café para o pessoal de plantão. Aliás, as cores dos uniformes indicam quem está operando e em horário de folga. No primeiro caso, eles usam uniformes laranjas. Já no refeitório, nas áreas de lazer e no salão de jogos circulam funcionários à paisana. O gerente da plataforma, Vitor de Almeida, cuida de tudo no dia-a-dia da P-18, como as operações dos poços, as equipes que chegam e saem e até a comida.

— Tentamos amenizar o melhor possível o ambiente de trabalho. Nas épocas especiais (como carnaval) fazemos até festas — diz Almeida.

Unidade produz água, tem academia e cinema

A P-18 tem duas unidades geradoras de energia com capacidade de 12,5 megawatts (MW) cada e uma estação de tratamento de esgoto, além de um unidade para produzir água potável. Como nas demais plataformas, além do refeitório e dos dormitórios (onde ficam quatro funcionários), existe uma área externa para fumantes. Há ainda uma academia, sala para cinema e jogos e quatro computadores com acesso à internet. Contando com uma minicentral de comunicações, a P-18 tem ainda cabines telefônicas e orelhões a bordo.

— A facilidade das comunicações ajuda as pessoas a ficarem mais próximas da família apesar de embarcados — diz Almeida.

Ele conta que os trabalhadores da P-18 são de outras regiões do país, como do Nordeste e do Sul. Segundo o gerente-geral da Unidade de Negócio da Bacia de Campos, Plínio César de Mello, em outras plataformas existe até trabalhador que mora nos Estados Unidos, em Miami:

— Tem gente até do exterior nas plataformas. Porque depois dos 14 dias embarcados, eles têm 21 dias de folga.

José Geraldo de Santana mora no Ceará e trabalha embarcado há sete anos. Ele é operador de produção nos poços da P-18 e diz estar acostumado ao ritmo de trabalho.

— Cada um encara de uma forma diferente. Consigo separar as coisas. Embarco tranqüilamente, sem apreensão — diz Santana ao admitir, contudo, que sente saudades de seus três filhos, um de 14 anos e gêmeos de 2 anos e meio.

Outra opinião unânime entre os trabalhadores da plataforma na Bacia de Campos é que o regime de 14 dias embarcado ensina as pessoas a conviverem com as diferenças. Afinal, são quatro trabalhadores dormindo em cada cabine, disputando um banheiro e o televisor. É o caso de Oneida Nunes. Ela trabalha nos serviços de hotelaria embarcada há dois anos e meio. Por ser contratada de uma empresa terceirizada, seus turnos são 14 dias por 14 de folga — os funcionários da Petrobras trabalham 14 dias e folgam 21 dias.

Do choro às vantagens de ‘ficar mais com a família’

Os dois filhos de Oneida, de 12 e 14 anos, ficam com a mãe dela quando está embarcada. Ela confessa chorar muitas vezes por não poder estar presente sempre.

— É difícil quando se tem notícia de que eles estão com problema na escola e não se pode ir lá para resolver. Até o terceiro dia de embarcada ainda fico um pouco triste, mas depois embala. Ao completar a primeira semana, é uma maravilha, e fico contando quantos dias faltam. Mas gosto deste trabalho e há vantagens como ficar um bom período depois com a família.

— Quando se chega na plataforma tem que encarar a realidade, mas, na hora de vir, dá vontade de ficar mais em terra — diz Sandra Farias, operadora de telecomunicações.

Fonte: O Globo On

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