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A toda velocidade

22 de setembro de 2003

No próximo dia 3 de outubro a maior empresa brasileira, a Petrobrás, vai completar 50 anos. Merece festa caprichada. Apesar da pesada armadura estatal, a empresa soube responder ao fim do monopólio estatal do petróleo, que dava a ela um mercado cativo e reservado, sem competidores. O monopólio acabou em 1997 e, nesses seis anos, a Petrobrás mostrou que pode enfrentar suas concorrentes com vantagem, aqui dentro e lá fora. Nesse tempo, 40 empresas de expressão mundial vieram para o Brasil. Nenhuma delas teve coragem de desbravar o negócio do petróleo aqui sem a parceria da Petrobras. A exploração de petróleo no Brasil é uma atividade diferente de outras regiões do mundo, porque aqui o petróleo está sob o mar, em profundidades respeitáveis. E a empresa mundial que detém a melhor tecnologia de produção em águas profundas e ultraprofundas é a Petrobras.

As cassandras achavam que o fim do monopólio ia significar a derrocada da Petrobras. Foi o contrário. O fim do monopólio deu à Petrobras a confiança de que podia enfrentar suas maiores concorrentes de peito aberto e dentro das regras brutas do mercado mundial de petróleo. Se o monopólio não tivesse acabado, nunca a Petrobras teria descoberto a essa sua pujante capacidade técnica.

Com a abertura do mercado, os cálculos otimistas previam a entrada de US$ 50 bilhões no setor petrolífero nos primeiros dez anos. Um ano mais tarde este valor foi redimensionado para US$ 80 bilhões; no começo de 2003, nova revisão. Agora imagina-se que chegarão US$ 100 bilhões – o dobro do que se imaginou a princípio. E a maior parte desses investimentos será comandada pela Petrobras.

Hoje a Petrobras extrai petróleo a 1.877 metros de profundidade e já pesquisa a mais de 3 mil metros (só para comparar: em sua fossa abissal, o Titanic está a 3.775 metros). A empresa já ganhou duas vezes o Distinguished Achievement Award, o Oscar da indústria do mundial do petróleo. Graças a ela, a produção brasileira de petróleo está quase cobrindo a autonomia. Sua mais refinada gasolina, a Podium, abastece a equipe Williams de F-1.

No exterior, as expectativas da empresa são animadoras. Hoje, as grandes fronteiras do petróleo são o Brasil e a costa Oeste da África, onde as grandes reservas estão em assentadas em terrenos que com geologia semelhante à brasileira, em águas profundas e ultra-profundas, como no Brasil. A Petrobras já está lá, como operadora ou em parcerias, aplicando a tecnologia que seu extraordinário Centro de Pesquisas desenvolveu aqui.

Outra conquista formidável da tecnologia brasileira do Cenpes foi a adaptação das refinarias para processamento do óleo brasileiro. O petróleo da Bacia de Campos é, predominantemente, do tipo “pesado”, antes menosprezado no mercado mundial, adaptado aos óleos “leves” do Oriente Médio e da Rússia. As refinarias brasileiras, construídas para refinar óleo importado, não podiam processar o “pesado”. Mas o Cenpes adaptou as refinarias, que hoje processam óleo “pesado”, cuja cotação melhorou muito no mercado.

Outro aspecto notável – e complementar à produção de petróleo – é a produção de gás. A recente reavaliação da Bacia de Santos para números estratosféricos – 419 bilhões de metros cúbicos – vai permitir ao Brasil programar um estupendo programa de geração de energia termelétrica, reduzindo a dependência de energia hidrelétrica (que é abundante, mas pode faltar às vezes). E tudo muito perto do grande mercado consumidor, o Sudeste. Tudo isso quer dizer que a Petrobras está chegando aos 50 anos revigorada, enquanto empresa, com ações lançadas no exterior, acionistas, investidores e parceiros de vulto, como a primeira grande multinacional brasileira. Aos poucos está perdendo o ranço de empresa estatal (a despeito de recentes preocupações justamente levantadas pela imprensa) e tem tudo para se consolidar como uma empresa de expressão mundial.

Fonte: Monica Waldvogel

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