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A história de Campos

26 de março de 2005

170 anos de elevação à categoria de cidade 

O município de Campos, situado ao norte do Estado do Rio de Janeiro, foi fundado em 28 de março de 1835, mas sua história pode ser contada desde meados do século 16, quando Dom João III doou a Pero Góis da Silveira a capitania de São Tomé, cujo nome, posteriormente, passou a Paraíba do Sul. Com a chegada dos portugueses a região, começou a luta com grupos indígenas da etnia goitacá, que habitava as aldeias lacustres, porém não se desenvolveu um processo ocupacional. Em 1627, por ordem da Coroa Portuguesa, a Capitania de São Tomé foi dividida em glebas, doadas a sete capitães portugueses, alguns deles donos de engenho na região da Guanabara, efetivando a ocupação.
  
Em 1650 foi implantado o primeiro engenho em solo campista. Visconde d''Asseca funda a vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes em 1677, dominando a região por quase um século. Neste período há grande expansão pecuária. Em 1750 ocorre a queda dos Assecas e a partir daí a expansão da cana-de-açúcar, possível pela divisão dos grandes latifúndios. A Vila de São Salvador dos Campos foi elevada à categoria de cidade em 28 de março de 1835, há, portanto, 170 anos.

História de Campos

A história de Campos é rica, fascinante e cheia dos mais diversos e importantes acontecimentos. A Guerra do Paraguai, por exemplo, com a partida dos primeiros voluntários, em 28 de janeiro de 1865, pelo vapor Ceres. O movimento do abolicionismo também encontrou eco em Campos. A campanha abolicionista teve seu ponto alto em 17 de julho de 1881, com a fundação da Sociedade Campista Emancipadora, que propagava a luta pela emancipação dos negros, tendo, na pessoa do jornalista Luiz Carlos de Lacerda, o seu maior expoente. Não se falando do grande vulto José Carlos do Patrocínio, conhecido como Tigre da Abolição.
  
As visitas do imperador D. Pedro II e a luta republicana foram outros marcos da história de Campos, assim como o início da indústria do açúcar e a descoberta de petróleo na bacia sedimentar campista, a 80 quilômetros da costa. O surgimento, em 1652, da agroindústria açucareira, com a instalação do primeiro engenho em Campos, hoje em fase difícil, dava início ao progresso na nossa região. Mas a descoberta oficial do petróleo veio reativar o desenvolvimento do município.
  
A introdução do primeiro engenho a vapor na região, em 1830, trouxe grande transformação no processo de produção de açúcar. E o aparecimento da ferrovia, em 1837, com a inauguração do trecho Campos-Goitacazes; e posteriormente em direção ao trecho Norte-Sul, facilitou a circulação, transformando o município em centro ferroviário da região. O cultivo da cana-de-açúcar - hoje um dos principais produtos da região - teve início, provavelmente, no final do século XVII. No século XVIII, os engenhos da área se especializaram na produção de aguardente.
  
O pioneirismo é outro grande destaque na História de Campos. Não se pode negar que Campos (novamente dos Goitacazes, com zes) foi a pioneira do progresso fluminense, como registraram os documentos: em 1831 lançou seu primeiro jornal, Correio Constitucional Campista; em 1832 era fundada a primeira loja maçônica, a Firme União; em 1844 inaugurou a hoje mais antiga livraria do Brasil, Ao Livro Verde; em 1869 era feita a sua primeira ligação telefônica para o ex-Distrito Federal, atual Rio de Janeiro; em 1870 era fundada a Sociedade Musical Lira de Apolo, uma das mais velhas bandas de música do Brasil; em 1872 começava a funcionar o Banco Comercial Hipotecário de Campos (Banco do Vovô), atual Bamerindus, o quarto estabelecimento de crédito em antigüidade no Brasil. O pioneirismo de Campos não pára. Prossegue: em 1883 foi a primeira cidade da América do Sul a adotar o sistema de iluminação elétrica.
  
O desenvolvimento recente, embora ainda ligado à indústria canavieira, se direciona em outros rumos, favorecido pelo surgimento de pequenas empresas, da melhoria de suas atividades comerciais e de serviços para o que também contribuiu, sem dúvida, a atividade petrolífera na plataforma continental.
  
Atualmente, a cidade possui uma rede de serviços completa, com diversos bancos, hotéis, restaurantes, escolas, clínicas, etc. Se transformou em pólo universitário, após a instalação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), com universidades e faculdades dos mais variados cursos. Na área da comunicação, Campos dispõe de três emissoras de televisão, afiliadas às principais no país: Rede Globo, SBT e Record, além de diversas emissoras de rádio e cinco jornais locais. Campos possui várias linhas de ônibus que interligam seus diversos bairros e distritos mais longínquos, como Santo Eduardo e Santa Maria. Existem, também, diversas linhas intermunicipais e interestaduais, dentre elas para o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, além de capitais e cidades do Nordeste.

Números do município:

• Localizado ao Norte do Estado do Rio de Janeiro, a 234 km do Rio de Janeiro, o território de Campos é cortado pelo Rio Paraíba do Sul e afluentes.
• Sua topografia é formada por baixada (altitude de 5 a 14 m), por tabuleiros bem ondulados (30 a 70 m), correspondendo a 31% da área do município, e por uma região serrana (pico mais alto São Mateus: 1.605 m de altitude), correspondente à metade da área regional.
• No passado, o chamado Centro da Cidade era cercado por baixadas e zonas alagadiças. Atualmente a situação é outra. Campos se localiza em terreno alto, livre das inundações e próximo às férteis terras da planície. O clima é quente e úmido. As chuvas são de verão e a região é varrida, principalmente de dezembro a março, não só pelos ventos do Nordeste que dão à cidade uma agradável temperatura, mas também pelos ventos do sudoeste — frios e úmidos. A temperatura média é de 22,70 C.
• Maior município em extensão territorial do Estado do Rio de Janeiro, com uma área de 4.469km e com sua localização na zona fisiográfica da Baixada Campista.
• Fabrica, há mais de 145 anos, o chuvisco, doce de origem portuguesa, à base de gema de ovos. Seu padroeiro é São Salvador. É o maior município em extensão territorial do estado e possui diversos solares e sobrados históricos, sendo considerada a segunda cidade do Brasil em arquitetura eclética.

Fonte: SeCom - Prefeitura Municipal

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