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Como impedir que as emoções atrapalhem a sua produtividade?

Como impedir que as emoções atrapalhem a sua produtividade?

Está sentindo raiva, medo ou frustração no trabalho? Especialista dá conselhos para não ter o seu desempenho minado pelas emoções reprimidas

 
Não adianta: por mais que o mundo corporativo cultive a fantasia de que um bom profissional deve ser 100% racional, emoções são um ingrediente presente em qualquer situação de trabalho.
 
Mas a tentativa de negar sentimentos não é somente um esforço em vão - ela também pode estar comprometendo a sua produtividade.
 
De acordo com uma pesquisa da escola de aprendizagem corporativa Cultman, quase 89% dos líderes não admitem o impacto das emoções no seu dia a dia.
 
De acordo com Rogério Boeira, fundador da escola, isso compromete imensamente os resultados do trabalho em qualquer nível hierárquico.
 
Para ele, mais do que procurar “calar” uma parte inerente à nossa humanidade, devíamos tentar investigar nossas emoções e usá-las ao nosso favor.
 
A seguir, com a ajuda do especialista, listamos três hábitos saudáveis para elevar o nível das suas escolhas profissionais por meio do autoconhecimento:
 
1. Permita-se sentir mesmo o que é ruim
 
Ser equilibrado não significa estar sempre calmo. “É fundamental se deixar vivenciar as emoções, inclusive as negativas”, aconselha Boeira.
 
Segundo ele, ignorar o incômodo não vai fazê-lo desaparecer. Quanto mais você deixar a emoção correr livremente no seu foro íntimo, mais chances tem de elaborar aquele problema e, eventualmente, solucioná-lo.
 
Exemplo: Se você está sentindo raiva do seu chefe, a pior alternativa é negar esse sentimento. Não precisa brigar, necessariamente. “O importante é você processar internamente a emoção para entendê-la”, afirma Boeira.
 
2. Não pense apenas, escreva
 
Expressar nossos sentimentos no papel ajuda a trazer mais informação para o consciente. Segundo Boeira, essa “tradução” contribui para que os seus sentimentos reais venham à tona.
 
“Se você permanece no campo imaginativo, sem dar forma ao seu pensamento com a escrita ou com a fala, o conflito segue por caminhos mais confortáveis e nada se resolve de fato”, explica.
 
Exemplo: Boeira diz que muita gente pensa que admira um colega, mas pode estar sentindo inveja. “Descobertas desse tipo podem ocorrer no processo da escrita”, diz o especialista.

3. Reconheça as suas limitações e as dos outros
 
Num momento de decisão, é essencial estar atento às suas próprias expectativas, fragilidades e anseios. Um segundo passo, de acordo com Boeira, é desenvolver essa mesma sensibilidade em direção aos outros.
 
Exemplo: Quando um acordo com fornecedores não sai de jeito nenhum, pode ser que o impasse não envolva apenas limites financeiros ou físicos. Talvez estejam envolvidos fatores emocionais como ansiedade e desespero. “Identificar esses limites ajuda a buscar uma solução boa para as duas partes”, conclui o especialista.
 
Fonte: Exame

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